sábado, 29 de outubro de 2016

Biscoito Quebrador



Outro dia a minha amiga Rutinha fez um biscoito quebrador delicioso lá no trabalho e fiquei louca! Pedi a receita e fiquei chocada com a facilidade! É tão fácil que em pouco mais de uma hora eu já tinha preparado e assado todos os biscoitinhos! E a receita ainda tem bônus: não vai glúten, nem lactose. Anota aí! ✏

Ingredientes:

  • 3 copos de polvilho doce
  • 1 copo de amido de milho
  • 1 copo de açúcar
  • 1 copo de margarina
  • 2 ovos em temperatura ambiente
Obs.: O copo de medida que usei foi o de requeijão da Itambé, tem 240ml.




Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes numa vasilha e misture com as mãos até desgrudar e dar pra enrolar (não precisa morrer de sovar, não demorei mais do que 5 minutos nisso). Se estiver grudando nas mãos pode colocar mais um pouquinho de polvilho. Depois enrole as bolinhas do tamanho que quiser dispondo numa assadeira e as achate com um garfo (eu enrolei do tamanho de um brigadeiro pequeno e ele quase dobrou de tamanho, então deixe espaço entre os biscoitos. Aqui tive que fazer em 4 tabuleiros para não correr o risco de grudar). Depois é só assar em forno pré-aquecido a 230°C por cerca de 15 minutos ou até dourar o biscoito por baixo. Rendeu 90 biscoitinhos.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pão Integral de Castanha do Pará e Linhaça Dourada (preparado com a esponja)



Ai, que agora eu tô a louca do pão! Não quero saber de mais nada na cozinha que não seja pão! Pra ter uma ideia da gravidade da situação, até a minha obsessão por brigadeiro passou. Tô tão apaixonada pela coisa que comprei 3 livros sobre o assunto. 😍😍😍

Desde o post que fiz aqui sobre a receita de pão integral que a minha mãe Aninha me passou, eu não me dei por satisfeita. Faltava algo e eu não entendia o que eu poderia estar fazendo de diferente que o meu pão não ficava como o dela, não me agradava. Aí comecei a assistir loucamente tudo quanto era vídeo de receita de pão pra tentar entender. Mas a essa altura eu já estava operada e não podia cogitar fazer nada. (Pra quem não sabe, fiz cirurgia no dia 1º de abril para colocação de implantes cocleares nos dois ouvidos e hoje faz exatamente dois meses que os implantes foram ativados. Tô numa alegria só!) Mas logo que me recuperei um pouquinho e voltei pra minha casa (após 2 meses fora), resolvi atentar. De tudo que eu assisti até agora, o vídeo mais didático e de fácil compreensão pra mim foi esse aqui da fofíssima Isadora Becker do blog Gastronomismo.

Após toda a pesquisa que fiz, adaptei uma besteirinha de nada na receita que eu fazia e fez uma senhora diferença! Apenas preparei a esponja com o fermento biológico. O segredo para fazer a esponja (e o pão) é NÃO deixar corrente de ar por perto. O fermento biológico não gosta de ambiente ventilado, as bactérias do fermento precisam de um local abafado para se multiplicarem. A casa não precisa estar obrigatoriamente quente, só não pode ter corrente de ar.

Para quem não leu o outro post, eu faço o pão na minha batedeira planetária e sempre preparo apenas metade da receita porque moro sozinha e seria pão demais. Vamos a receita:


Ingredientes:
  • aproximadamente 50ml de água morna (isso dá uma xícara de café)
  • 1 colher (de sopa) de açúcar
  • 1 colher (de sobremesa) rasa de fermento biológico seco (ou meio pacote desses que de 10gr. Eu uso o da marca Fleischmann e como faço toda semana, preferi comprar a lata porque sai mais barato.)
  • 1 copo de farinha de trigo normal + 2 colheres (de sopa) para a esponja
  • 1 copo de farinha de trigo integral
  • 1 colher (de sobremesa) rasa de melhorador de pão (ou meio pacote de 10gr. Só conheço o da marca Fleischmann)
  • 2 ovos em temperatura ambiente
  • 1/2 copo de leite morno (eu uso o Nolac em pó da Itambé, já que agora vivo passando mal com leite. Mas pode ser qualquer um!)
  • 1/3 de copo de azeite (ou o óleo que você quiser)
  • 1/2 colher (de sobremesa) rasa de sal
  • 2 colheres (de sopa) de semente de linhaça dourada (opcional)
  • 10 castanhas do Pará picadinhas (opcional)
Obs.: o copo de medida que usei foi o de requeijão, tem 240ml.
Eis as imagens do fermento e do melhorador que eu uso:



Modo de preparo:
A primeira coisa a fazer é a esponja para ativar o fermento. Eu misturo numa vasilha 2 colheres (de sopa) de farinha de trigo, o açúcar e o fermento biológico. A essa mistura, acrescento a água morna (faço uma espécie de mingau. Se você achar que está grosso demais, pode colocar um pouquinho mais de água). Misturo rapidamente, cubro com plástico filme e levo a um local abafado de 10 a 15 minutos (micro-ondas ou forno convencional desligado). Veja aqui como fica:


Enquanto espero esse tempinho passar e o fermento ativar, bato no liquidificador os ovos, o leite, o azeite e o sal.

Após os 10-15 minutos a esponja estará assim:



Se você for sovar na mão, numa vasilha, misture as duas farinhas (integral e comum) com o melhorador de pão, acrescente a esponja preparada, a mistura batida no liquidificador e vá sovando bem (depois passe pra uma bancada pra conseguir trabalhar melhor a massa). Ainda que a massa esteja grudenta, coloque as sementes de linhaça e as castanhas picadas. Só depois de incorporar tudo, acrescente mais um pouquinho de farinha de trigo comum para dar o ponto (ou seja, não ficar grudando nas mãos). É importante sovar bem por uns 10 minutos pro glúten ficar no ponto de véu e o pão ficar leve. Caso contrário, a massa ficará pesada.

Se você tiver uma batedeira planetária como eu, misture as farinhas de trigo comum e integral com o melhorador de pão na vasilha da batedeira e acrescente a isso o preparo da esponja e a mistura batida liquidificador. Aí é só bater tudo na batedeira com o batedor tipo gancho por uns 10 minutos. Na metade deste tempo, pare a batedeira e acrescente a linhaça dourada e as castanhas do Pará picadinhas. Depois volte a bater a massa por mais 5 minutos. 





Após sovar a massa, cubra a vasilha com um pano e leve para crescer em local abafado por cerca de uma hora e meia (eu deixo na vasilha da batedeira mesmo no forno desligado.) Como sou desesperada e gosto de ajudar a massa as crescer mais rápido, coloco a massa numa vasilha coberta com um paninho na grade do forno e acendo o forno em temperatura máxima por 15 segundos e desligo. (Só 15 segundos meeeesmo, não vá esquecer por mais tempo! Isso é só pra dar uma abafada no forno, não é pra esquentar.) Repito isso por mais 3 vezes a cada 15 minutos e com isso consigo reduzir o tempo de espera para apenas uma hora. 

Após a massa crescer, passo ela para uma bancada enfarinhada e vou modelar os pães (é nessa hora que acrescento mais farinha de trigo branca, caso a massa ainda esteja grudenta). Costumo fazer de duas formas: faço uma cobrinha única e coloco na minha forma para pão de 25 cm untada com óleo ou então divido a massa em duas partes, modelo em bolinhas e coloco numa assadeira untada com óleo. Após isso, novamente levo a massa para crescer no forno desligado. Novamente uso a técnica de acender o forno em temperatura máxima por 15 segundos e desligo. E repito isso por mais 2 vezes ou até a massa dobrar de tamanho. Se você não quiser fazer isso, pode deixar crescer no forno desligado.



Após o pão crescer, retiro a forma do forno, aqueço o forno a 210ºC e enquanto espero aquecer, vou enfeitar meu pão. Peneiro um pouquinho de farinha de trigo sobre o pão cru só pra ficar bonitinho, depois pego uma faca bem afiada e faço um X ou riscos diagonais.



Obs.: enquanto espera o forno aquecer, NÃO deixe o pão pegar corrente de ar porque ele pode murchar e a massa ficará pesada.



Depois disso levo pra assar até ficar douradinho como na foto. Nunca lembro de marcar o tempo, confio sempre no cheiro maravilhoso que toma conta da casa e no meu olho. 

Graças a esse detalhezinho da esponja, tenho me deliciado ainda mais com pão integral. Já fiz para presentear vários amigos e levar pro trabalho e sempre faz muito sucesso! Como tenho recebido muitos pedidos dessa receita, resolvi postar aqui. Espero que gostem!




segunda-feira, 4 de abril de 2016

Receita Básica de Pão Integral


Sou apaixonada por pão integral e já tinha séculos que eu procurava uma receitinha legal pra fazer na minha planetária (ganhei a batedeira da minha irmã no Natal de 2012 e nunca tinha feito pão nela, dá pra crer? Olha a minha cara de felicidade aí no dia que ganhei!)


Aí outro dia a minha mãe Aninha fez um pão integral delicioso e eu pedi a receita (depois de devorar o dela!) Claro que o dela sempre fica muito melhor do que o meu (tem aquele ingrediente secreto, amor de mãe, que não se acha pra comprar), por isso eu nunca me dou por satisfeita com o meu. Mas tá valendo!

Como moro sozinha, tenho que fazer apenas meia receita para não haver desperdícios e ainda assim rende dois pães lindos de mais ou menos uns 30cm. Dura uma semana numa boa aqui em casa! E toda semana eu boto o que me dá na telha! Vamos à receita?

Ingredientes:

  • 2 ovos em temperatura ambiente
  • 1/2 copo de leite morno (eu uso o Nolac em pó da Itambé, já que agora vivo passando mal com leite. Mas pode ser qualquer um!)
  • 1/3 de copo de azeite (ou o óleo que você quiser)
  • 1 colher (de sobremesa) rasa de fermento biológico seco (ou meio pacote desses que de 10gr. Eu uso o da marca Fleischmann e como faço toda semana, preferi comprar a lata porque sai mais barato.)
  • 1 colher (de sobremesa) rasa de melhorador de pão (ou meio pacote de 10gr. Só conheço o da marca Fleischmann)
  • 1/2 colher (de sobremesa) rasa de sal
  • 1 copo de farinha de trigo integral
  • 1 copo de farinha de trigo normal
  • 2 colheres (de sopa) de semente de linhaça dourada (opcional)
  • 2 colheres (de sopa) de gergelim (opcional)
  • 10 castanhas do Pará picadinhas (opcional)
Obs.: o copo de medida que usei foi o de requeijão, tem 240ml.
Eis as imagens do fermento e do melhorador que eu uso:

Modo de preparo:
Bata no liquidificador os ovos, o leite, o azeite, o fermento biológico seco e o sal. (Ok, na foto tem metade do copo de óleo, mas vi que era muito, reduzi e esqueci de tirar outra foto!)



Se você for sovar na mão, numa vasilha, misture as duas farinhas (integral e comum) com o melhorador de pão e acrescente a mistura batida no liquidificador e vá sovando bem (depois passe pra uma bancada pra conseguir trabalhar melhor a massa). Ainda que a massa esteja grudenta, coloque as sementes de linhaça e gergelim e as castanhas picadas. Só depois de incorporar tudo, acrescente mais um pouquinho de farinha de trigo comum para dar o ponto (ou seja, não ficar grudando nas mãos).


Se você tiver uma batedeira planetária linda como a minha, misture as farinhas com o melhorador, as sementes de linhaça e gergelim e bata tudo de uma vez. Após uns 5 minutos batendo a massa vai ficar pesada e é aí que eu acrescento a castanha do Pará e dou mais uma misturada na batedeira.


A massa sempre fica um pouquinho grudenta, mas nada que acrescentando um pouquinho mais de farinha branca a mão numa bancada não resolva. Não demoro nem um minuto nisso!

Nesse momento eu divido a massa em duas partes, faço uma cobrinha com cada uma dessas metades e coloco numa forma untada com óleo pra crescer, conforme na foto abaixo.


Como sou desesperada, ajudo a massa a crescer no forno acendendo ele por 15 segundos, desligando e colocando a massa forrada com um paninho dentro. Dependendo da pressa, repito isso por mais 2 vezes a cada 15 minutos. Depois de crescido retiro do forno, aqueço o meu forno a uns 210ºC e levo pra assar até ficar douradinho como na foto. (Nunca lembro de marcar o tempo, meu padrão é o cheiro e o olhômetro mesmo.)

Cada semana eu faço de um jeito: coloco linhaça, gergelim, castanha de caju , castanha do Pará, castanha de baru, semente de chia, o que eu quiser! Mas confesso que eu gosto mais com a castanha do Pará. Fica uma delícia! Vale a pena experimentar!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Empadinha de Liquidificador


Desde que passei a morar sozinha, há quase um ano, tenho apanhado pra diminuir as receitas de tudo que faço. Sempre tive casa cheia com muita gente pra comer comigo (no mínimo minha mãe, minha irmã e minha sobrinha), então era mais fácil eu precisar aumentar as receitas do que diminuir. Mas só reduzir é pouco, tenho que pensar também na vasilha que vou fazer tão pouca coisa, por isso tenho feito coisinhas bem diferentes. Hoje a minha mãe estava aqui em casa e além da preguiça típica do meu ser, meus dotes culinários são bem restritos no quesito almoço (pra não dizer que são inexistentes). Então dei as opções: macarrão ou torta salgada de liquidificador. Pra variar, minha mãe disse que não aguenta mais massa, então só restou a opção torta salgada (e graças a Deus ela topou, senão iríamos comer fora e fim de assunto!) Dei as opções de recheio: atum ou frango e novamente ela me disse que tá enjoada dos dois. Difícil, viu! Sem saída, tive que caçar no freezer outra opção e vi que tinha calabresa. Por algum milagre ela aceitou e foi esse recheio mesmo!


Originalmente esta receita eu peguei no blog Brisando na Cozinha e você encontra ela aqui. É a melhor receita que já fiz de torta de liquidificador e faço sempre com o recheio que eu quiser: frango, atum, uma versão vegetariana de alho poró, enfim, tudo dá certo! Ela é sucesso garantido em qualquer lanche e em qualquer lugar que eu faça! (O pessoal do meu trabalho ama!) Mas como ela é grande pra fazer pra um almoço para duas pessoas, resolvi fazer só 1/3 da receita. E pra fazer só isso, eu não teria vasilha tão pequena, então usei minhas forminhas descartáveis metalizadas de empada. Adoro essas formas, são super práticas! As minhas são essas abaixo, tem capacidade para 100ml, são da marca Wyda e comprei numa distribuidora de embalagens daqui de Brasília por R$ 15,90.



Como não poderia deixar de ser, minha mãe também criou caso porque na receita original ia requeijão de recheio e não me deixou colocar. Ok, não botei! Mas sugiro colocar sim, uma colherinha de chá de requeijão em cada forminha! Ficaria espetacular, não tenho a menor dúvida!

Ingredientes da massa:

  • 1 ovo
  • 3/4 de xícara (de chá) de leite
  • 50 ml de óleo (isso equivale a uma xícara de café ou aquele copinho descartável de café)
  • 2 colheres (de sopa) de iogurte natural (eu não quis abrir a caixa de creme de leite pra seguir a receita original, então usei o iogurte e depois comi o que sobrou. Odeio jogar comida fora!)
  • 1 colher (de sopa) de queijo parmesão ralado (aqueles de saquinho mesmo! Mas é opcional.)
  • 3/4 de xícara (de chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (de sobremesa) rasa de fermento em pó
  • sal a gosto
Ingredientes do recheio:
  • 2/3 de linguiça calabresa
  • 3 colheres (de sopa) de milho
  • 4 colheres (de sopa) de molho pronto de tomate (usei Pomarolla)
  • sal a gosto ou o tempero que você quiser
Modo de preparo:

Comecei preparando primeiro o recheio, mas já fui aquecendo o forno a 250ºC porque o preparo é muito rápido. Fatiei a calabresa e cortei cada fatia em 4 (fiz uma cruz), daí coloquei a calabresa num prato forrado com 3 folhas de papel toalha e levei ao micro-ondas por 1min30s (alguns aparelhos podem ser mais ou menos potentes, então sugiro parar e ver como está em um minuto e ir parando a cada 20 segundos). Gosto de torrar a calabresa no micro-ondas porque além de ser mais prático, o papel toalha absorve a gordura toda! Faço o mesmo com o bacon, fica bem sequinho! Após torrar a calabresa, só misturei todos os ingredientes numa vasilha e acertei o sal. Não, não refoguei nada! Eu realmente estava morta de preguiça, foi assim mesmo!


Reserve o recheio e vamos fazer a massa! Bata todos os ingredientes líquidos no liquidificador, depois acrescente a farinha de trigo, o queijo ralado, o sal e só depois de bater bem acrescente o fermento e bata mais um pouco. Enchi metade das forminhas com a massa, depois acrescentei uma colher de sopa rasa do recheio e convenci a minha mãe a me deixar colocar um queijo tipo muçarela ralado por cima. Veja como ficou abaixo primeiro só a massa e depois com o recheio e o queijo muçarela ralado por cima!


Foi exatamente assim que eu levei ao forno por uns 15 ou 20 minutos (esqueci de marcar o tempo, então fique de olho!) Eu não coloquei mais massa por cima do recheio, levei ao forno exatamente como está na foto. Agora, o que aconteceu pra ficar parecendo empadinha recheada eu não sei, quando fui ver no forno já estava essa lindeza aqui embaixo:


Renderam 10 empadinhas! Mas faço duas objeções: unte a forma com margarina (eu esqueci e embora o fundo tenha soltado numa boa, as laterais deram um trabalho horroroso) e coloque o requeijão que a minha mãe não me deixou colocar! Basta colocar nem que seja meia colherinha de chá de requeijão logo depois de colocar o recheio de calabresa (ou do que você quiser). Tenho certeza que teria ficado ainda mais gostosa!

Bom apetite!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Rosca de Polvilho




Se tem algo que eu realmente gosto é de comida que leve polvilho: pão de queijo, biscoito paulista (que eu prefiro chamar de biscoito de vento), tapioca (que eu conheço como beiju e que eu acho que ninguém no planeta faz um que chegue aos pés do que o que a minha avó fazia pra mim). Mas tem algo que a minha mãe faz desde sempre que eu realmente amo: um bolo feito de polvilho que ela chama de Rosca de Polvilho. Minha mãe conta que essa receita é adaptação de uma rosca que a avó paterna dela fazia quando elas moravam na beira do Rio Araguaia. Mamãe nunca soube me dizer exatamente como era a receita da minha bisavó, mas sei que com certeza não é essa, pois a massa fica ralinha, com cara de bolo aguado, e minha mãe conta que a avó dela batia a massa com colher de pau e depois modelava como uma rosca com as mãos. A receita que aprendi com a minha mãe é como se fosse um grande pão de queijo batido no liquidificador e assado numa forma de buraco no meio. Às vezes ela colocava queijo ralado, noutras vezes colocava erva doce (como a avó dela fazia e que eu amo), mas tinha vezes que ela não colocava nada, só o básico da receita mesmo. Essa rosca é sucesso absoluto no meu trabalho desde que fiz pela primeira vez. É fácil e rápido de fazer e não tem erro! Vamos lá!

Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 1 copo (pequeno de geleia) de óleo (eu não encho até o topo, sou enjoada com óleo demais, então coloco um dedinho a menos)
  • 3 copos (grande de requeijão) de polvilho
  • 1 copo (pequeno de geleia) de leite (se necessário, acrescentar mais 2 dedos de leite)
  • Sal a gosto
  • Erva doce ou queijo ralado a gosto

Explicando as medidas: pra você ter uma ideia do tanto que essa receita é velha, as medidas dela são comuns a itens que tínhamos de sobra na década de 80: o copo de vidro de requeijão (aquele alto que a criançada sempre queria pra se servir da Coca-Cola no final de semana) e o copo pequeno que vinha a geleia de mocotó dentro. Como os copos de requeijão de hoje diminuíram de capacidade e a maioria das geleias de mocotó disponíveis no mercado agora vem em embalagem tetra pak, fui atrás de uma medida exata e descobri no blog Aqui na Cozinha que o tal copo de requeijão tinha 250ml e o copo de geleia tinha 200ml. Então é só você usar qualquer xícara ou copo com essas medidas que dará certo. Confira o post explicando sobre essas medidas aqui.


O preparo é simplíssimo: bata os ovos com o óleo no liquidificador, vá acrescentando o polvilho alternado com o leite aos poucos e o sal. Se você quiser colocar queijo ralado, um pacotinho daqueles de 50gr é suficiente (mas eu já usei queijo fresco ralado no ralador ou muçarela fatiada picada, quem manda é o seu paladar). Se você for fã de erva doce, uma colher de chá é suficiente e deixa aquele cheirinho e sabor delicioso. (Compre aqueles pacotinhos de erva doce que vende no mercado junto com temperos de saquinho.) Depois de estar tudo bem incorporado, coloque numa forma de buraco no meio untada só com óleo e leve para assar em forno pré-aquecido a 250ºC até crescer e ficar douradinho por cima. 



Observação: eu não esqueci o fermento, não! Pra qualquer massa de polvilho crescer, não precisa de fermento. Então tá certinho! Pode fazer que dá certo!